A importância do exame clínico

4 nov 2019 Materias
Em tempos de tanta tecnologia disponível na área médica, algumas pessoas se esquecem da importância do exame clínico para o diagnóstico e tratamento de doenças, O exame clínico é dividido em duas etapas: a anamnese e o exame físico. A partir delas, é possível obter informações sobre o estado geral de saúde do paciente, podendo ser identificadas doenças a partir de sinais e sintomas.
O sinal é uma característica física que pode ser detectada pelo médico, como uma mancha na pele decorrente de uma micose. Já o sintoma, é uma característica subjetiva relatada pelo paciente, como tontura.
A anamnese, que consiste na entrevista feita pelo profissional quando da realização da consulta, é muito importante como uma etapa do exame clínico. A partir de um questionário, o médico obtém informações importantes sobre a história atual e pregressa do paciente. De maneira geral, a anamnese é composta de:
1 – Identificação do cliente: nome, idade, gênero, endereço, estado civil, profissão etc.
2 – Queixa principal: consiste no motivo pela procura do profissional de saúde.
3 – História da doença atual: se refere ao processo da queixa principal, contendo informações do início, durabilidade, como se deu a evolução, características da dor (se houver) etc.
4 – História médica pregressa: dados sobre as patologias atuais ou passadas, que, necessariamente, não têm que estar relacionadas com a queixa principal, mas também  são importantes. Por exemplo, se o paciente for hipertenso, isto  deve ser informado, pois algumas substâncias podem interferir nesta condição.
5 – Alergias: sempre é importante relatar alergias, pois, dependendo do tipo, podem interferir na prescrição de medicamentos.
6 – Hábitos de vida: atividades físicas, tabagismo, sedentarismo, alcoolismo, dentre outras, se localizam neste item. Tais situações podem refletir no desenvolvimento de determinadas doenças.
Já o exame físico consiste em analisar o paciente, observando sinais e sintomas clínicos, além de manobras com o intuito de diagnosticar doenças. O exame físico está dividido em:
1 – Inspeção: através da visão, identificam-se alterações que possam sugerir patologias.
2 – Palpação: utiliza-se o tato para identificar alterações de forma.
3 – Percussão: faz-se uso de pequenos e leves “golpes” para, através do som, identificar alterações patológicas ou não, visto que cada estrutura tem um som próprio.
3– Ausculta: semelhante à percussão, contudo, faz uso de aparelhos para este fim, como por exemplo o estetoscópio.
Em uma consulta, o profissional faz uso do exame clínico, podendo identificar fatores que podem influenciar o tratamento. Também se pode suspeitar de determinadas patologias, como, por exemplo, o paciente que relata ser filho de pais diabéticos. A partir desta informação, pode-se sugerir uma investigação sobre possíveis alterações metabólicas.
O exame clínico objetiva ainda criar um vínculo entre o médico e o paciente, pois a partir dele inicia-se uma história que será resgatada em consultas posteriores. Já os exames complementares, tecnológicos ou não, como o próprio nome já diz, complementam o diagnóstico e por isso devem ser solicitados apenas após o exame clínico.

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